“Rampage: Destruição Total” | Crítica

Otavio Almeida 16 de abril de 2018 0
“Rampage: Destruição Total” | Crítica

THE ROCK PODE SER UM CARA LEGAL, MAS PACIÊNCIA TEM LIMITE

Por Otávio Almeida

Dwayne Johnson é uma simpatia; um cara divertido que merece um high five, um abraço e aquela selfie para bombar no Instagram. Mas notaram como ele adora uma selva, muita destruição em CGI, exibir os músculos (e se gabar disso) quase sempre fazendo o mesmo personagem no mesmo filme?

“Rampage: Destruição Total” (Rampage, 2018) é mais um capítulo em sua trajetória que inclui vários filmes por ano (ei, “Jumanji” chegou aos cinemas cerca de três meses atrás). Era para ser a adaptação para o cinema de um game antigo e sem história. Ora, você joga com um gorilão detonando prédios. Não com The Rock. Mas como não tinha muito o que mudar, não podemos culpar o astro por transformar o jogo em seu playground particular no cinema.

Exatamente como a série de livros “Goosebumps” se adaptou a Jack Black, “Rampage” se ajusta a The Rock. O ator até conta com a ajuda do ‘parça’ Brad Peyton, o diretor de “Terremoto: A Falha de San Andreas”, que substitui abalos sísmicos por um símio. Ou, melhor, o tal gorilão albino de “Rampage” seria pouca coisa para preencher a tela hoje em dia com concreto, metal, aço, poeira e fogo indo pelos ares. Então, o macaquinho geneticamente alterado por humanos malvados – que, até por isso, atuam como se fossem doidos varridos e os verdadeiros monstros do filme – transforma Chicago numa arena para brigar com um lobo voador e um crocodilo. Gigantes, né?

Ah, sim, The Rock está no meio da confusão porque é amigo de George, o gorila, e alterna o mood entre acalmar o bichinho e apoiar a porrada contra os monstros quando não tem mais jeito. O filme ainda consegue contar com a ótima Naomi Harris, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, fazendo absolutamente nada, e Jeffrey Dean Morgan, o Comediante de “Watchmen”, e o Negan de “The Walking Dead” se divertindo mais que a plateia.

“Rampage” é passatempo exclusivo para uma garotada ainda não muito exigente e muito mais preocupada com pipoca e refrigerante que o filme. Para não dizer que é tudo ruim, a produção tem um trabalho competente de CGI aliado ao desempenho de captura da performance do ator Jason Liles para dar vida a George (vamos deixar bem claro que o elogio aos efeitos visuais é para a criação do gorila) e ofende apenas quem entra no cinema levando algo assim a sério.

Só que quando você lembra não de clássicos consagrados do cinema, mas que o remake, reboot, whatever de “Jumanji” estreou somente três meses antes e é inesperadamente muito mais divertido, não dá para perdoar numa comparação inevitável o quanto “Rampage” é descartável e imbecil.

VEJA O TRAILER:

Rampage: Destruição Total (Rampage, 2018)
Direção: Brad Peyton
Roteiro: Ryan Engle, Carlton Cuse, Ryan J. Condal, Adam Sztykiel
Elenco: Dwayne Johnson, Naomie Harris, Jeffrey Dean Morgan, Malin Akerman, Jake Lacy, Joe Manganiello, Marley Shelton, P.J. Byrne
Duração: 1h47
Distribuição: Warner

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