Peter Fonda e seu papel perfeito em “Easy Rider”

Otavio Almeida 17 de agosto de 2019 0
Peter Fonda e seu papel perfeito em “Easy Rider”

Peter Fonda nunca foi um ator tão bom quanto seu pai, Henry. Nem como sua irmã, Jane. Mas, às vezes, tudo que precisamos é do ator certo no papel certo. Como os exemplos de Sylvester Stallone fazendo Rocky Balboa ou Arnold Schwarzenegger como O Exterminador do Futuro, Harrison Ford como Han Solo, Yalitza Aparicio em Roma ou Goldie Hawn em A Recruta Benjamin. Nestes papéis, eles são os melhores do mundo, porque combinam com suas próprias características e/ou personalidades. E o hippie Peter Fonda entrou para a história como o motoqueiro hippie de Easy Rider (ou Sem Destino), clássico de 1969.

Ele produziu e compartilhou os créditos pelo roteiro com Dennis Hopper e Terry Southern, além de ter sido um dos três atores principais do filme ao lado do próprio Hopper (também diretor) e Jack Nicholson.

É uma viagem nos diferentes sentidos que marcaram a palavra. Lançado em 1959, Easy Rider jogou o cinema de cabeça na contracultura ao tirar uma foto dos EUA e suas complexas e transformadoras mudanças contínuas.

Dois motoqueiros aceleram pelas estradas norte-americanas, livres, com quase nenhum dinheiro, sem bagagem, mae com o vento batendo na cara. Embora tenha o “pequeno” detalhe de que são contrabandistas de drogas, o objetivo nobre da dupla é chegar ao Mardi Gras.

Com montagem tosca, mas tentando capturar a ambientação das estradas e registrar uma época gloriosa, Dennis Hopper focou numa das playlists mais icônicas de rock que o cinema já utilizou. E pronto. Temos um filme libertador, que representava o que era viver e morrer numa época alucinógena de paz e amor.

Pronto não. Faltou falar do “garoto” Jack Nicholson, que vive um advogado alcoólatra que cruza o caminho da dupla. Ironicamente, ele mostra o quanto os dois já representavam a contracultura sem que soubessem disso.

Como seu personagem, Fonda era da paz; um homem que pregava a liberdade e o amor a qualquer preço. Poucas vezes na história do cinema papéis famosos combinaram tanto com seus intérpretes.

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